Com a chegada dos meses de outono e inverno, os dias ficam mais frios e a umidade relativa do ar tende a cair. Ao mesmo tempo que o ar se torna mais seco, há uma maior concentração de poluentes com piora da sua qualidade. Todos os anos, um maior índice de doenças respiratórias é registrado nesse período.

Nesse cenário, é comum as pessoas recolocarem em uso os umidificadores e vaporizadores de ar que estavam guardados no armário e o tema voltar a ser debatido dentro do consultório pediátrico.

Do ponto de vista fisiológico, o ar precisa ser aquecido e umidificado antes de chegar aos alvéolos (estrutura pulmonar responsável pela troca dos gases). O nariz e as vias aéreas desempenham esse papel, sendo a respiração nasal capaz de umidificar o ar próximo a 90%. Mesmo que a umidade do ar esteja abaixo do ideal o organismo é capaz de aquecer e umidificar o ar inalado antes de sua chegada aos pulmões.

Não parece ser o ar seco o fator mais importante para o desenvolvimento de doenças. A falta de chuvas durante o inverno contribui para maior concentração de poluentes na atmosfera. É, tambem, nesse período que ocorre maior circulação viral e uma maior aglomeração das pessoas em ambientes fechados. Esses são os principais contribuintes para a maior incidência de quadros respiratórios.

O uso do umidificador de ar deve ser criterioso. Pode ser útil quando a umidade relativa do ar cai abaixo de 50%, melhorando a sensação de desconforto causada pelo ar seco. Porém, quando utilizado em excesso leva ao aumento da proliferação de ácaros e propicia o crescimento de fungos (mofo), fatores intimamente relacionados ao desencadeamento de quadros alérgicos.

A higiene adequada do ambiente domiciliar, a ingesta abundante de água, a lavagem nasal e ocular com soro fisiológico e a hidratação da pele são as medidas mais efetivas nessa época do ano.

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